Monday, December 11, 2006

Não digas nada...

Não digas nada,
dá-me as tuas mãos de fada
para que eu possa perceber
o que ando a receber.

É que eu sinto o desejo
do teu riso, do teu beijo,
da tua alma enfeitiçada,
da tua fome endiabrada,
do teu corpo sumarento
e do teu útil talento
de fazer o que for preciso
para brincar com o meu sorriso.

Na tua boca,
um murmúrio de voz rouca,
é como um livro aberto
onde escolher o rumo certo
no mapa das estrelas,
penduradas das janelas,
que nós vemos baloiçar
no descanso depois de amar.

Não digas nada...

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